
Acho engraçado tentarmos comparar nossos sentimentos, nossos corações, com coisas tão normais, tão simples. Um pedacinho de arame enrolado, celulose devidamente tratada, e me pergunto, pra que tudo isso?
Um clips ou uma folha de papel nunca serão como nosso coração, são apenas uma metáfora, é muito mais fácil pensar assim do que pensar que nosso coração é um órgão que bombeia sangue e também dá significado a muitas palavras essenciais, que na verdade (dizem) que nem mesmo com o coração tem algo a ver. Mas, não há meio de tirar da cabeça algumas coisas, não dá pra simplesmente dizer “cérebro, você é responsável por amar” por que temos controle sobre o cérebro, mas não pelo amor. Então decidimos recorrer ao coração, incontrolável, inconstante.
Não sabemos ao certo o que sentimos, mas lá esta o coração, afirmando que simplesmente sentimos, melhor deixar o esses detalhes de quem e por que para serem decididos por ele.